O PÁTIO

Na Golegã, em pleno Ribatejo, este pátio agrícola tem sido acento de lavoura desde a segunda metade do século XIX. Foi agora inaugurado como Pátio da Avó Faustina, homenagem à muito digna nora de José Henriques, mais conhecido por Peleiro Velho, figura típica da Golegã com toiros de ferro JH e reputado comerciante de gado e cavalos, com relações comerciais com grandes lavradores, entre eles o famoso José Relvas.

Casada com Domingos Henriques de Sousa, filho do referido Peleiro Velho, a senhora enviuvou aos 29 anos de idade, passando ela própria a gerir os haveres do casal. Muito estimada e respeitada pelo seu zelo, honestidade e a dignidade com que soube viver a sua precoce viúvez e criar os quatro filhos que lhe ficaram.

Esta Casa Agrícola teve grande impacto na terra, pois os filhos da Senhora, José e Joaquim Henriques, eram lavradores muito conhecidos na zona, com grandes preocupações sociais à altura, e além dos funcionários permanentes que necessitavam, preocupavam-se em dar trabalho ao povo em épocas de crise. Em Invernos rigorosos, com o "cavalo branco" (cheia), cavalgando por vastos campos, atrevo-me a dizer que não houve trabalhador rural da Golegã que não viesse a este Pátio, com a confiança de ser bem acolhido. Assim se compreendeu este povo, que não gosta de esmola humilhante (sopa dos pobres) mas ganhar a sopa com o seu trabalho honesto.

Arminda Aurora Domingos Henriques de Sousa Luz (neta)

 


ATIVIDADE AGRÍCOLA

A atividade agrícola é exercida em plena lezíria do Ribatejo, no concelho da Golegã, sendo as terras de cultivo ladeadas pelos rios Tejo e Almonda. A elevada fertilidade das terras permite o cultivo de inúmeras espécies, tais como cereais, hortícolas, olival e vinha, entre outras. O acento de lavoura desta casa agrícola, mantém o mesmo local: o Pátio da Avó Faustina. O bisneto, José Carlos Henriques da Luz, está agora à frente da Casa Agrícola e dedica a sua vida à agricultura, mantendo a tradição de família.

 





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